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+13 de mar. de 2025
O estresse animal é um fator crítico que influencia diretamente o desempenho e a produção animal na avicultura e suinocultura.
Ao longo das últimas décadas, o avanço genético permitiu um aumento notável na produtividade, gerando mais carne e ovos em menos tempo. No entanto, esse progresso trouxe consigo um maior estresse em animais de produção, especialmente naqueles com altas taxas metabólicas e menor resistência.
Pensando nisso, vamos explorar porque os animais atuais são mais suscetíveis ao estresse térmico e a outros fatores ambientais. Também entenderemos de que forma isso repercute no bem-estar animal em aves e em suínos. Além disso, abordaremos o estresse oxidativo, suas causas e como ele impacta negativamente a produtividade.
Nas últimas três décadas, a produção animal de aves e suínos evoluiu de maneira acelerada. O melhoramento genético tem se concentrado em características de alta eficiência:
Essas conquistas vêm de metabolismos mais intensos, elevando a taxa metabólica dos animais em relação às gerações anteriores. Porém, essa intensificação também aumenta a suscetibilidade ao estresse térmico, deficiências nutricionais e variações no manejo e ambiente.
Outro aspecto importante é a diminuição da resistência. Os animais de alta eficiência são mais sensíveis, exigindo condições muito precisas de alimentação, ambiente e manejo para expressar todo o seu potencial. Qualquer desequilíbrio pode desencadear estresse, afetando assim o bem-estar animal em suínos e em aves.
Para compreender como o estresse animal prejudica a produtividade, é fundamental rever alguns conceitos:
Toda substância natural ou sintética capaz de neutralizar e proteger um sistema biológico contra radicais livres (oxigênio, nitrogênio, lipídios etc.).
Broom e Johnson (2000) definem estresse como um efeito ambiental que sobrecarrega os sistemas de controle e reduz o desempenho. Em outras palavras, qualquer estímulo (calor, frio, manejo, vacinação) que perturbe a homeostase pode ser considerado um fator estressante.
São átomos, moléculas ou íons com um ou mais elétrons desemparelhados em sua camada mais externa. Ao buscar estabilidade, “roubam” elétrons de outras moléculas, gerando reações em cadeia que danificam lipídios, proteínas e ácidos nucleicos.
Quando a geração de radicais livres supera a capacidade dos sistemas antioxidantes do organismo, provocando alterações funcionais e danos celulares. Em aves e suínos de alto rendimento, o estresse oxidativo ganha relevância, pois as exigências metabólicas são maiores e há um incremento na produção de radicais livres.
Qualquer que seja a causa do estresse (calor, frio, manejo, doenças), está demonstrado que animais em condições estressantes geram mais radicais livres (Jahanian; Mirfendereski, 2015).
As linhagens genéticas modernas de alta eficiência possuem um metabolismo muito intenso. Essa atividade metabólica elevada favorece a formação de espécies reativas de oxigênio.
O melhoramento genético não foi direcionado para aumentar a capacidade endógena de produzir enzimas antioxidantes. Além disso, esses sistemas dependem de cofatores (Riboflavina, Cisteína, Manganês, Selênio etc.) que podem se tornar limitantes, especialmente em situações de alta demanda ou desequilíbrio nutricional.
Os animais em fases iniciais, com metabolismo muito acelerado, ainda não desenvolveram completamente seus sistemas antioxidantes.
Com o avanço da idade, a eficácia dos sistemas antioxidantes enzimáticos tende a diminuir, tornando os indivíduos mais vulneráveis ao estresse oxidativo.
O estresse oxidativo costuma se manifestar, principalmente, em:
Em linhagens genéticas de alta eficiência submetidas à criação tecnificada, é comum a exposição a múltiplos fatores estressantes (manejo, calor, frio, vacinações, doenças). Isso coloca os animais em um estado de estresse constante, elevando a produção de radicais livres e levando ao estresse oxidativo.
Quando somado a um ambiente de produção intensivo —que inclui variações de temperatura, exigências nutricionais mais elevadas e manejos constantes— cria-se o cenário ideal para que o estresse oxidativo prejudique a saúde e o desempenho dos animais.
Nesta primeira parte, vimos como a genética, o metabolismo acelerado e a exposição a fatores ambientais contribuem para desencadear o estresse oxidativo em granjas tecnificadas.
Não perca nosso próximo artigo, pois aprofundaremos as consequências específicas que surgem desse desequilíbrio, bem como as estratégias e medidas práticas para mitigar seus efeitos negativos na produção animal.
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